“— Rei dos judeus!” A multidão te aclama;
Cinge-te a fronte aspérrima coroa;
Chovem aplausos... mas, ao longe ecoa
“Num ai!” dorido a voz que te proclama!
Que Amor piedoso o teu olhar derrama,
Quando o tormento o corpo te aguilhoa,
Oh! Cristo! — Amor sublime que perdoa,
Divino Amor da Caridade chama!
Ah! quem pudesse, dentro de teu peito,
No Santuário desse Amor perfeito,
O lacerado coração guardar!...
Na noite da tristeza já teria
Essa formosa estrela a alegria
Que as almas tristes sabe consolar!