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1854–1932

COROAS...

Delminda Silveira de Sousa

Correm da Dor as pérolas mimosas Brancas saudades d’alma a rorejar Nessas grinaldas místicas, piedosas Que vão das campas sobre a Cruz murchar.

Soluçam corações afetuosos Nênias de amor, em triste suspirar, E doloridas almas, carinhosas, À sombra dos ciprestes vão chorar.

Mas do que servem lágrimas e flores Aos que dos sonhos vão, enganadores, Deixaram para sempre as ilusões!... Ó vós que visitais o Cemitério

C’roas levar... C’roas do refrigério Das vossas puras, sanas orações!

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