Correm da Dor as pérolas mimosas
Brancas saudades d’alma a rorejar
Nessas grinaldas místicas, piedosas
Que vão das campas sobre a Cruz murchar.
Soluçam corações afetuosos
Nênias de amor, em triste suspirar,
E doloridas almas, carinhosas,
À sombra dos ciprestes vão chorar.
Mas do que servem lágrimas e flores
Aos que dos sonhos vão, enganadores,
Deixaram para sempre as ilusões!...
Ó vós que visitais o Cemitério
C’roas levar... C’roas do refrigério
Das vossas puras, sanas orações!