Coração de Jesus, — celeste abrigo
Dos tristes corações órfãos de amor;
Cinge-te a c’roa aspérrima da Dor,
O cetro d’Aflição trazes contigo.
Em rubras perlas, meu divino Amigo,
Vejo cair teu Sangue redentor;
Vejo entre as chamas do mais puro Amor
Brilhar a estrela que na vida sigo:
Por essa Cruz, da Fé emblema santo
Pelos espinhos que te ferem tanto,
Pelas flamas d’infinda Caridade,
Faze descer ao seio da minh’alma
A graça, a paz, o amor, a doce calma
Que vêm da tua fraternal piedade!