Ia morrendo a tarde docemente...
N’alcova, — um berço de mimosa tela,
era banhado da mortuária vela
pelo triste palor frouxo, fremente.
Um anjo dorme ali profundamente...
meu Deus! meu Deus! que frio atroz o gela!...
Chora, ao pungir da dor mais funda e bela,
A mãe que o beija num delírio ardente!
Mas, enquanto assim geme angustiada,
abre-se a azul, celestial morada,
trazem os querubins c’roas de flores;
e, cantando, transportam a alma ditosa,
que irradia da luz maravilhosa
da graça, entre celestes esplendores!