Alma de Poeta, ó alma apaixonada,
que dentro de um coração terno palpita
tu gemes qual rola magoada,
pungida de saudades infinitas,
abre esse asilo íntimo que habitas
— de puras afeições grata morada —
como o lírio que se abre à madrugada
a haurir do céu as lágrimas benditas!
Ceifa o Norte as boninas dulçorosas!
si desse Deus o mel a uma só flor,
que seria da abelha sequiosa!...
O que será de ti na tua dor,
alma de Poeta, ó alma carinhosa,
sem o dúlcido bálsamo do amor?!