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1854–1932

CONFORTO

Delminda Silveira de Sousa

Alma de Poeta, carinhosa e pia, a dor que te feriu bem compreendo, e à mágoa tua o meu tributo rendo de respeito, de dó, de simpatia.

Porém não chores junto à campa fria, desta saudade no pungir tremendo, que talvez lá nos Céus fique sofrendo de ver-te assim — a Flor que te sorria!

Olha-a na Paz Celeste em que a diviso; não morreu! — foi no instante em que falou-te — benigna transplantada ao Paraíso! E ao lar tão saudoso que te ficou

das inocentes flores ao sorriso conforto à Vida triste ela deixou-te.

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