Alma de Poeta, carinhosa e pia,
a dor que te feriu bem compreendo,
e à mágoa tua o meu tributo rendo
de respeito, de dó, de simpatia.
Porém não chores junto à campa fria,
desta saudade no pungir tremendo,
que talvez lá nos Céus fique sofrendo
de ver-te assim — a Flor que te sorria!
Olha-a na Paz Celeste em que a diviso;
não morreu! — foi no instante em que falou-te
— benigna transplantada ao Paraíso!
E ao lar tão saudoso que te ficou
das inocentes flores ao sorriso
conforto à Vida triste ela deixou-te.