Não foi amor!... oh, não!... foi a piedade
que o teu olhar de lágrimas velou!
E si mais forte o coração pulsou
no teu peito com terna ansiedade,
ah! — foi porque celeste caridade
na tu’alma formosa se abrigou,
como o aroma na flor que Deus formou,
pura, cheia d’encanto e amenidade!
Amor ou compaixão — seja o que fosse,
quero inspirar-te um sentimento doce
e vê-lo nos teus olhos retratado!
Sim, quero vê-lo — e sôfrega beber
esta vida que sinto esmorecer
se esse conforto teu me for negado!