Era uma casinha bela,
porta verde e muros brancos,
alvas cassas na janela,
franca entrada aos ares francos.
Nos ledos virentes campos
de florinhas semeados,
brilham à noite os pirilampos,
de dia o orvalho iriado.
Nédias, contentes crianças,
rósea tez, cabelos d’ouro,
nos olhos — céus d’esperança,
na boca — aberto tesouro;
brincam colhendo nos prados
florinhas rubras e azuis,
e de buquês engraçadas
enchem cestinhos tafuis.
Foge o sol reverberando
das águas na branda tela;
à flor do lago brilhando
s’estampa a casinha bela.