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1854–1932

CARINHOS

Delminda Silveira de Sousa

Eu te dizia assim: toda de branco, junto de ti, oh! meu artista amado, olhando o campo verde e o mar doirado, quando o sol doura na montanha o flanco...

num jardim, entre rosas, tosco banco que nos desse o repouso desejado, e tu, — pintor da Natureza, ao lado, enchendo a tela desse quadro franco.

O que mais desejar?... Mas, tu, sorrindo, me respondeste: — e crês que ao teu artista prendesse o olhar aquele quadro lindo, quando, junto de ti, contigo à vista,

nos teus olhos teu doce amor fruindo gozasse o quando de mais belo exista?!...

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