Eu te dizia assim: toda de branco,
junto de ti, oh! meu artista amado,
olhando o campo verde e o mar doirado,
quando o sol doura na montanha o flanco...
num jardim, entre rosas, tosco banco
que nos desse o repouso desejado,
e tu, — pintor da Natureza, ao lado,
enchendo a tela desse quadro franco.
O que mais desejar?... Mas, tu, sorrindo,
me respondeste: — e crês que ao teu artista
prendesse o olhar aquele quadro lindo,
quando, junto de ti, contigo à vista,
nos teus olhos teu doce amor fruindo
gozasse o quando de mais belo exista?!...