Tu, do divino Amor, raio de luz descido
Ao humano coração para o encher de graças,
Aura celeste que por toda terra passas
Levando para o Céu das dores o gemido;
Flagrante, branco lírio aos pés da Cruz nascido,
Não temes da tormenta horrendas ameaças,
Ao sagrado Madeiro a branda haste enlaças
Da dolorosa Mãe nas lágrimas ungido.
Amável Caridade! excelsa companheira
Da Fé e da Esperança! — à hora derradeira,
Feliz de quem no mundo o teu conforto achou!
Jesus, ao expirar no cimo do Calvário,
Dos brandos corações fez pios santuários
Aonde a Caridade — Hóstia de Amor — guardou!