Entre botões de rosas desbrochantes
Elas vão-se, elas vêm desocupadas,
De aromas e doçura embriagadas,
ao sol abrindo as asas palpitantes.
Sobre a relva cintilam diamantes,
Rubis, topázios, verdes esmeraldas;
E as borboletas voam fascinadas,
De flor em flor, ligeiras inconstantes.
Assim, no peito, a rubra flor humana
Abre, da esperança que a engana,
Aos sonhos de dulcíssima ilusão.
Mas como as borboletas irisadas
Vão-se também as ilusões douradas,
Espinhos só restando ao coração.