Do tempo que passa, a hora mais linda,
mais leda e mimosa, mais pura e louçã,
a hora em que a terra festiva o Céu brinda
em flores e cantos — é a doce manhã!
Depois, — sol ardente requeima a campina;
as aves suspendem sonora harmonia;
sequiosa emudece do prado a bonina,
o sino da ermida soou — meio-dia!
Que lindo horizonte! revivem as flores,
as aves gorjeiam, o sol já não arde...
A hora mais bela, a hora de amores
Mais grata e bendita — é a hora da tarde!
Depois, quando a lua desponta formosa,
que doce perfume do cactos em flor!
à hora da noite a alma repousa
das mágoas da vida nos sonhos do amor!