Era uma casinha bela,
porta verde, muros brancos,
alvas cassas na janela,
franca entrada aos ares francos.
Ao redor, nos verdes campos
de florinhas semeados,
a noite acende pirilampos,
o dia, orvalhos dourados.
Lindas, contentes crianças,
rósea tez, cabelos d’ouro,
nos olhos — Céus d’esperança,
d’inocência alma tesouro,
brincam, colhendo nos prados
mil borboletas mimosas;
brancos lírios perfumados
e açucenas mimosas.
Foge o sol, reverberando,
das águas na branda tela,
à flor do lago, brilhando,
s’estampa a casinha bela...
E enquanto à porta da herdade
espera a esposa saudosa,
no bosque a rola mimosa
suspira — amor e saudade!