Era já noite; plácida surgia,
detrás do serro, a lua majestosa;
uma voz meiga e triste, carinhosa,
das flores nos perfumes se expandia.
Sons de viola a viração trazia
Juntos às notas da canção maviosa;
e a Natureza quieta, preguiçosa,
da paz nos braços, grata adormecia.
E como bênção divinal, serena,
plena de graças, de doçuras plena
ia o luar suavíssimo descendo,
no seu manto de luz maravilhosa
uma casinha rústica, ditosa,
do sonho nos mistérios envolvendo.