Skip to content
1854–1932

Ao cair do vento sul

Delminda Silveira de Sousa

Olhei o mar: — era uma verde tela em refegas de ondas encrespadas; vinham, na praia, as céleres rajadas do austro frio em rendas estendê-la.

Ou era um campo, cuja alfombra bela o Inverno matizasse de geadas, e por onde ovelhinhas espalhadas corressem, do trovão à voz que gela.

E ao sopro hibernal do vento sul, as brancas nuvens pelo céu azul em turbilhão veloz iam voando, a se agrupar em cúmulos no horizonte,

Como no cimo do mais alto monte d’alvas alciones erradio bando.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Ao cair do vento sul · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove