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1854–1932

AO ANO NOVO 1904

Delminda Silveira de Sousa

Sejas bem-vindo O Ano Novo!... Ledo, sorrindo, traga-te o povo

dos seus jardins para saudar-te, rosas, jasmins, não mimos d’arte!

Pet’las de flores cubram o chão; (não multicores “confetes”, não!)

Nem serpentinas, nem bandeirolas, mas as boninas d’alvas corolas.

Que à doce brisa d’aurora tua, que às águas frias, vogue a falúa.

Tanto nos mares como na terra não haja azares, não haja guerra!

Esp’ranças, rezas, gozos, ventura, cobres precisos, saúde pura,

ó Ano Novo, nesta alegria, tragas ao povo qual por magia!

Eu te saúdo, oh! Novo Ano! Sê belo em tudo, sê forte e humano!

Traz-nos a esp’rança, traz-nos a paz, traz-nos a bonança, progresso traz!

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