Ao coração, amor ordena altivo e forte:
— Ama — e o coração palpita, sofre e goza...
Da vida pelo céu há nuvem cor-de-rosa,
Uma estrela a fulgir... é da Esperança o Norte.
Espectro glacial levanta o austero porte,
E da Razão a voz severa, poderosa,
À pobre alma argui... e à Liberdade ousa
Em seus grilhões prender, mais fera do que a Morte.
Grave, reto o Dever, o olhar pundonoroso
Abaixa e, de vergonha, a linda face cora,
À conquista ideal de um sonho venturoso.
Entre a Razão e o Amor trava-se a luta agora;
Porém o soberano Amor, vitorioso,
Impera triunfal no coração que chora!