Que mistérios, meu Deus, encerra a sorte!
Oh! que destino têm os corações:
Uns guardam o pó das meigas ilusões,
Outros, o Amor que não receia morte!
O tempo passa; a Fé serena e forte,
Seguro escudo contra as aflições
Traz o conforto das consolações
Àqueles que a Jesus só têm por Norte.
Tu que do mundo vives retirada,
E num sonhar divino arrebatada,
À celestial Mansão de Deus, bendita.
Roga ao celeste Esposo de tu’alma
Conceda-me essa luz, a paz, a calma
Que o coração no mundo necessita!