Ó bela tarde! Ó meiga inspiradora
dos versos meus, do meu cismar saudoso,
— vem reviver o sonho venturoso
Das minhas doces ilusões de outrora!
Bendita sejas tu, solene hora
de prece e amor, de lágrimas e gozo,
que da saudade o bálsamo piedoso
ao coração me vens trazer agora!
Vendo este céu de rosas semeado,
de brancos crisântemos cheio o mar
e na terra os encantos dum noivado!
Voa minh’alma, em plácido sonhar,
a um país ignoto, perfumado,
onde se deve o meu Ideal achar!