Tu que n’alva da vida me sorrias,
Fada gentil do meu sonhar de amores,
tu que nos melancólicos palores
das minhas tardes inda refugias,
por que agora t’escondes sombria
gazas da noite, de tristonhas cores?
por que teus radiosos esplendores
apagas quando mais brilhar podias?...
Ah! o crepúsc’lo envolve a tarde bela
— hora dos prantos, hora da saudade,
em que o céu chora sobre a flor singela.
Como o sol a morrer na Imensidade
morre o meu Estro: — vem, ó minha Estrela,
vem tu brilhar na minha soledade!