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1854–1932

A PROFECIA

Delminda Silveira de Sousa

Preciosas telas, verdes palmas, flores tapizam a longa estrada de Sião; Jesus assoma: “Hosana!” a multidão vozeia em altos, férvidos louvores.

Cheios de ira os Fariseus traidores, d’inveja fremem, ouvindo a aclamação, e ao Cristo dizem: — manda, e calarão os teus discíp’los, Mestre, estes clamores.

Mas o Senhor lhes torna com brandura: — Se estas vozes calassem, subiria das pedras mor clamor à Excelsa Altura. E a Cidade olhando após, dizia

com lágrimas nos olhos, de amargura: — Ah! quanta mágoa e dor terás um dia!...

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