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1854–1932

A pomba e a formiga

Delminda Silveira de Sousa

Dum regato na corrente, Meiga pombinha bebia, Ao tempo que ali caía Uma formiga imprudente.

Ia, naquele oceano, Afundar-se a desditosa, Quando a pomba caridosa Antevendo o fim tirano,

Um raminho, mui ligeira, Lança à água traiçoeira; A formiga logo o abraça, E, daí, trepa à ribeira.

Eis que um farroupilhas passa: Vê a ave, por desgraça, E p’ra ceia a quer caçar; Percebe a formiga a traça,

E morde-o no calcanhar; O nosso lorpa tonteia, Voltando presto a cabeça: Voa a pombinha, depressa...

E com ela foi-se a ceia!

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