Sopro hiemal da morte despiedada,
porque d’ástea cortaste a flor mimosa,
tão nova e bela assim, tão graciosa,
da primavera na manhã doirada?
Ao vê-la aqui, pendida, desmaiada,
mais branca que a açucena melindrosa,
e dos lábios extinta a fresca rosa,
e a luz dos meigos olhos apagada:
Meu Deus! meu Deus! — que dor acerba, intensa,
o coração de mágoas nos traspassa,
a alma nos envolve em treva densa!...
Mas, lá no Céu, Lili, cheia de graça,
das virgens do Senhor na turba imensa,
quão formosa e gentil sorrindo passa!