A cabeça inclinada; as mãos divinas,
lírios nevados — sobre o peito esquece;
d’olhos fitos no Céu, a cor, parece,
daquele azul brincar-lhe nas retinas.
Sob o cândido véu de gazes finas
outro mais rico e belo transparece
qu’em ondas d’oiro sobre o flanco desce
até beijar-lhe as plantas pequeninas.
D’estrelas meio-círculo brilhante,
as Sete Dores que sofrera outrora,
forma-lhe agora a c’roa radiante,
e em torno ao doce vulto da Senhora,
brilha celeste luz qual no Levante
o despontar de resplendente aurora!