Skip to content
1854–1932

A fé

Delminda Silveira de Sousa

— Viajor dos caminhos abrolhosos, — dize-me, — qual o teu itinerário? — Chegarei nestes passos dolorosos, — além, até o cimo do Calvário.

— Mas, vê, não abrem lírios perfumosos por este val’que segues, solitário! — Qu’importa? — os palmeirais são tão viçosos onde vejo da Dor o Santuário...

Embora não floresça meigo lírio, nem s’escute almo canto que seduz quando do amor sonhamos num delírio, da estrela mais bendita eu tenho a luz:

— lá, colherei a palma do martírio que se abre em flores ao sopé da cruz!.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
A fé · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove