— Viajor dos caminhos abrolhosos,
— dize-me, — qual o teu itinerário?
— Chegarei nestes passos dolorosos,
— além, até o cimo do Calvário.
— Mas, vê, não abrem lírios perfumosos
por este val’que segues, solitário!
— Qu’importa? — os palmeirais são tão viçosos
onde vejo da Dor o Santuário...
Embora não floresça meigo lírio,
nem s’escute almo canto que seduz
quando do amor sonhamos num delírio,
da estrela mais bendita eu tenho a luz:
— lá, colherei a palma do martírio
que se abre em flores ao sopé da cruz!.