— Colegas, — já tendes visto,
À noite brilhar nos campos,
essas estrelas fugazes
A que chamam — pirilampos?
— Sim; são insetos que têm
Uma luz fosforescente;
Não os comparo às estrelas
Que brilham perenemente.
Ora! — estrelas estão longe!
Ninguém as pode tocar;
Os pirilampos são nossos,
Com eles vamos brincar!
Nada! — as estrelas são lindas!
São os luzeiros dos Céus;
O seu brilho mais divino,
Melhor nos falam de Deus!
— Amigos, o meu juízo
Também aqui vem a campo;
Ouvi o que penso e digo
Sobre a estrela e o pirilampo.
O lume fosforescente
Do pirilampo, eu figuro
— Brilho de pouco saber:
Ora claro, ora obscuro.
Ao passo que a luz da estrela,
No seu fulgor perenal,
Representa — pura e bela —
A luz do Gênio imortal!