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1854–1932

A estrela e o pirilampo

Delminda Silveira de Sousa

— Colegas, — já tendes visto, À noite brilhar nos campos, essas estrelas fugazes A que chamam — pirilampos?

— Sim; são insetos que têm Uma luz fosforescente; Não os comparo às estrelas Que brilham perenemente.

Ora! — estrelas estão longe! Ninguém as pode tocar; Os pirilampos são nossos, Com eles vamos brincar!

Nada! — as estrelas são lindas! São os luzeiros dos Céus; O seu brilho mais divino, Melhor nos falam de Deus!

— Amigos, o meu juízo Também aqui vem a campo; Ouvi o que penso e digo Sobre a estrela e o pirilampo.

O lume fosforescente Do pirilampo, eu figuro — Brilho de pouco saber: Ora claro, ora obscuro.

Ao passo que a luz da estrela, No seu fulgor perenal, Representa — pura e bela — A luz do Gênio imortal!

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