Lanças o olhar repleto de ternura
ao jardim do teu lar — horto de amores,
e no grupo das tuas lindas flores
uma flor teu olhar em vão procura.
Então desce-te o orvalho d’amargura
pelas rosas das faces já sem cores,
e uma saudade cheia de amargores,
punge-te a alma carinhosa e pura.
Chora o teu coração, — mãe extremosa,
porque o da meiga filha, graciosa,
junto dele não mais palpitará.
Porém... lembra-te, Ester, que lá do Céu,
da Mater Dolorosa sob o véu,
um anjo te sorri: — é Dinorá!