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1854–1932

À Ester

Delminda Silveira de Sousa

Lanças o olhar repleto de ternura ao jardim do teu lar — horto de amores, e no grupo das tuas lindas flores uma flor teu olhar em vão procura.

Então desce-te o orvalho d’amargura pelas rosas das faces já sem cores, e uma saudade cheia de amargores, punge-te a alma carinhosa e pura.

Chora o teu coração, — mãe extremosa, porque o da meiga filha, graciosa, junto dele não mais palpitará. Porém... lembra-te, Ester, que lá do Céu,

da Mater Dolorosa sob o véu, um anjo te sorri: — é Dinorá!

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