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1854–1932

A ELA

Delminda Silveira de Sousa

Tu, que n’alva da vida me sorrias, — Fada gentil do meu sonhar de amores, tu, que nos melancólicos palores das minhas tardes inda refulgias;

por que agora t’envolves nas sombrias gazes da noite de tristonhas cores? Por que teus radiosos esplendores Apagas, quando mais brilhar podias?

Ai! o crepúsculo envolve a tarde bela... hora dos prantos, hora da saudade em que o céu chora sobre a flor singela! Como o sol a morrer na imensidade,

morre o meu estro; vem, oh, minha Estrela, vem tu brilhar na minha soledade!

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