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1854–1932

A consciência

Delminda Silveira de Sousa

Da noite no silêncio, em fundo meditar, Do seio do culpado uma voz se levanta E acusadora diz: — “Fizeste mal; a santa, Pura Lei do Senhor ousaste postergar.”

Que voz é essa, assim, tão grave a exprobrar Aquela dura ação que causa pena tanta?... — Voz de Juiz que ao réu o ânimo quebranta, E na mudez da noite a alma faz chorar!

Aquele Deus que disse à ingrata humanidade, — “Amai-vos —; praticai a doce caridade, Velai por vosso irmão na dor e na indigência,” — Espírito de Amor, — penetra o coração,

A mente acende a luz bendita da razão, E faz vibrar no peito a voz da Consciência.

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