Da noite no silêncio, em fundo meditar,
Do seio do culpado uma voz se levanta
E acusadora diz: — “Fizeste mal; a santa,
Pura Lei do Senhor ousaste postergar.”
Que voz é essa, assim, tão grave a exprobrar
Aquela dura ação que causa pena tanta?...
— Voz de Juiz que ao réu o ânimo quebranta,
E na mudez da noite a alma faz chorar!
Aquele Deus que disse à ingrata humanidade,
— “Amai-vos —; praticai a doce caridade,
Velai por vosso irmão na dor e na indigência,”
— Espírito de Amor, — penetra o coração,
A mente acende a luz bendita da razão,
E faz vibrar no peito a voz da Consciência.