“Deixai que venham a mim os pequeninos”,
Cristo dizia; — e os tenros inocentes
corriam pressurosos, sorridentes,
desta voz aos acordes peregrinos.
E sonorosos e festivos hinos
de querubins celestiais, contentes,
Jesus escuta nesses tons ridentes
que são da infância os cânticos divinos.
Então, sorrindo, o Santo Nazareno
levanta o meigo olhar, belo, sereno,
ao azul radiante de esplendores,
e sobre as loiras cabecinhas traça
a cruz da bênção — doce cruz da graça
que faz dos prantos um colar de flores!...