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1854–1932

4° ATO: INDEPENDÊNCIA

Delminda Silveira de Sousa

“Liberdade formosa! Ó meiga Liberdade. Que nos meus sonhos vens, como doce claridade, De uma cruel tristeza a nuvem dissipar, Virgem do meu amor, Visão do meu Cismar,

Escuta de minh’alma a queixa d’amargura E dá-me lenitivo a essa mágoa dura! Eu que sou livre e grande, eu que sou forte e bravo; Como fui reduzido à condição d’escravo?...

Não! — Eu quero ser livre! Eu quero, entre as nações, Ter honroso lugar, longe destas prisões. Embora, para tanto, arranque-me do peito Este meu coração em mil pedaços feito!”

“És livre, és bravo! Oh, sim! Terás nobre vitória Vencendo a humilhação desta existência inglória! Sacode o jugo: avante! Ao sol da Independência, Não mais te oprimirá iníqua prepotência!

Não pode escravo ser o sol alvissareiro Que vê brilhar no Céu o rútilo Cruzeiro! Eia! Levanta a fronte, é tempo, enfim, de agir! A glória já te acena; há louros no porvir!

Toma a livre Bandeira, ergue, altaneiro e forte, O brado triunfal: — Independência ou Morte!” “Brasil! — eis a coroa imarcessível Que é d’heróis galardão imperecível!

A glória ta oferece em recompensa Ao valor teu, à tua força imensa Na conquista sublime gloriosa. Da independência tua, venturosa!

Deixa que a fronte soberana, altiva Cinja-te a coroa eternamente viva. Dos louros imortais da tua glória, A fulgirem nas páginas da História!

— Salve, Brasil! — Pátria de Amor e Luz, Terra gentil sagrada pela Cruz! Oh! — Brasil desde o berço abençoado Pelo Cruzeiro no teu Céu gravado!”

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