“Cruz imortal! Símbolo da Dor e Glória!
A ti devo esta luz, a ti esta vitória
Que sobre o erro vil minh’alma leda alcança!
A ti, ó Cruz bendita, eu devo esta esperança,
Esta chama de amor que me enche o coração,
Que na minh’alma acende a Fé, a Religião”
Cruz sublime, eu te abraço e juro de seguir
Esta fé que me deste, — agora e no porvir!”
“— A ti que tão gentil os passos meus guiaste,
Ó Civilização! — Tu que me libertaste,
Banhando o espírito meu na luz d’alma ciência,
Eu te saúdo grato, ó doce Providência!
E osculando-te a mão bendita, protetora,
Prometo de guardar a voz consoladora
Desses ditames teus que na minh’alma rude
Fizeram desbrochar as flores da virtude!”
Raia o sol do Progresso.
De luz o solo inunda,
Na terra alma e fecunda
O rastro deixa impresso...
Seu gesto tem magia!
Seu mando é soberano!
Dissipa a treva, o engano,
À glória os povos guia!
Salve! Aurora bendita,
Excelsa, radiosa!
Oh! Luz esperançosa
Que à glória nos incita!