Skip to content
1729–1789

XXXVII

Cláudio Manuel da Costa

Continuamente estou imaginando, Se esta vida, que logro, tão pesada, Há de ser sempre aflita, e magoada, Se com o tempo enfim se há de ir mudando:

Em golfos de esperança flutuando Mil vezes busco a praia desejada; E a tormenta outra vez não esperada Ao pélago infeliz me vai levando.

Tenho já o meu mal tão descoberto, Que eu mesmo busco a minha desventura; Pois não pode ser mais seu desconcerto. Que me pode fazer a sorte dura,

Se para não sentir seu golpe incerto, Tudo o que foi paixão, é já loucura!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
XXXVII · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove