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1729–1789

XXXVI

Cláudio Manuel da Costa

Estes braços, Amor, com quanta glória Foram trono feliz na formosura! Mas este coração com que ternura Hoje chora infeliz esta memória!

Quanto vês, é troféu de uma vitória, Que o destino em seu templo dependura: De uma dor esta estampa é só figura, Na fé oculta, no pesar notória.

Saiba o mundo de teu funesto enredo; Por que desde hoje um coração amante De adorar teus altares tenha medo: Mas que empreendo, se ao passo, que constante

Vou a romper a fé do meu segredo, Não há, quem acredite um delirante!

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XXXVI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove