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1729–1789

XXXIV

Cláudio Manuel da Costa

Que feliz fora o mundo, se perdida A lembrança de amor, de amor a glória, Igualmente dos gostos a memória Ficasse para sempre consumida!

Mas a pena mais triste, e mais crescida É ver; que em nenhum tempo é transitória Esta de amor fantástica vitória, Que sempre na lembrança é repetida.

Amantes, os que ardeis nesse cuidado, Fugi de amor ao venenoso intento, Que lá para o depois vos tem guardado. Não vos engane o infiel contentamento;

Que esse presente bem, quando passado, Sobrará para idéia do tormento.

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XXXIV · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove