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1729–1789

XXXI

Cláudio Manuel da Costa

Estes os olhos são da minha amada: Que belos, que gentis, e que formosos! Não são para os mortais tão preciosos Os doces frutos da estação dourada.

Por eles a alegria derramada, Tornam-se os campos de prazer gostosos; Em zéfiros suaves, e mimosos Toda esta região se vê banhada;

Vinde, olhos belos, vinde; e enfim trazendo Do rosto de meu bem as prendas belas, Dai alívios ao mal, que estou gemendo: Mas ah delírio meu, que me atropelas!

Os olhos, que eu cuidei, que estava vendo, Eram (quem crera tal!) duas estrelas.

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XXXI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove