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1729–1789

XXVII

Cláudio Manuel da Costa

Apressa-se a tocar o caminhante O pouso, que lhe marca a luz do dia; E da sua esperança se confia, Que chegue a entrar no porto o navegante;

Nem aquele sem termo passa avante Na longa, duvidosa e incerta via; Nem este atravessando a região fria Vai levando sem rumo o curso errante:

Depois que um breve tempo houver passado, Um se verá sobre a segura areia, Chegará o outro ao sítio desejado: Eu só, tendo de penas a alma cheia,

Não tenho, que esperar; que o meu cuidado Faz, que gire sem norte a minha idéia.

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XXVII · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove