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1729–1789

XXV

Cláudio Manuel da Costa

Não de tigres as testas descarnadas, Não de hircanos leões a pele dura, Por sacrifício à tua formosura, Aqui te deixo, ó Lise, penduradas:

Ânsias ardentes, lágrimas cansadas, Com que meu rosto enfim se desfigura, São, bela ninfa, a vítima mais pura, Que as tuas aras guardarão sagradas.

Outro as flores, e frutos, que te envia, Corte nos montes, corte nas florestas; Que eu rendo as mágoas, que por ti sentia: Mas entre flores, frutos, peles, testas,

Para adornar o altar da tirania, Que outra vítima queres mais, do que estas?

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XXV · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove