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1729–1789

XXIX

Cláudio Manuel da Costa

Ai Nise amada! se este meu tormento, Se estes meus sentidíssimos gemidos Lá no teu peito, lá nos teus ouvidos Achar pudessem brando acolhimento;

Como alegre em servir-te, como atento Meus votos tributara agradecidos! Por séculos de males bem sofridos Trocara todo o meu contentamento.

Mas se na incontrastável, pedra dura De teu rigor não há correspondência, Para os doces afetos de ternura; Cesse de meus suspiros a veemência;

Que é fazer mais soberba a formosura Adorar o rigor da resistência.

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XXIX · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove