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1729–1789

XXI

Cláudio Manuel da Costa

De um ramo desta faia pendurado Veja o instrumento estar do pastor Fido; Daquele, que entre os mais era aplaudido, Se alguma vez nas selvas escutado.

Ser-lhe-á eternamente consagrado Um ai saudoso, um fúnebre gemido; Enquanto for no monte repetido O seu nome, o seu canto levantado.

Se chegas a este sítio, e te persuade A algum pesar a sua desventura, Corresponde em afetos de piedade; Lembra te, caminhante, da ternura

De seu canto suave; e uma saudade Por obséquio dedica à sepultura.

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XXI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove