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1729–1789

XVI

Cláudio Manuel da Costa

Toda a mortal fadiga adormecia No silêncio, que a noite convidava; Nada o sono suavíssimo alterava Na muda confusão da sombra fria:

Só Fido, que de amor por Lise ardia, No sossego maior não repousava; Sentindo o mal, com lágrimas culpava A sorte; porque dela se partia.

Vê Fido, que o seu bem lhe nega a sorte; Querer enternecê-la é inútil arte; Fazer o que ela quer, é rigor forte: Mas de modo entre as penas se reparte;

Que à Lise rende a alma, a vida à morte: Por que uma parte alente a outra parte.

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XVI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove