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1729–1789

XLII

Cláudio Manuel da Costa

Morfeu doces cadeias estendia, Com que os cansados membros me enlaçava; E quanto mal o coração passava, Em sonhos me debuxa a fantasia.

Lise presente vi, Lise, que um dia Todo o meu pensamento arrebatava, Lise, que na minha alma impressa estava, Bem apesar da sua tirania.

Corro a prendê-la em amorosos laços Buscando a sombra, que apertar intento; Nada vejo (ai de mim!) perco os meus passos. Então mais acredito o fingimento:

Que ao ver, que Lise foge de meus braços, A crê pelo costume o pensamento.

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XLII · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove