Skip to content
1729–1789

XLI

Cláudio Manuel da Costa

Injusto Amor, se de teu jugo isento Eu vira respirar a liberdade, Se eu pudesse da tua divindade Cantar um dia alegre o vencimento;

Não lograras, Amor, que o meu tormento, Vítima ardesse a tanta crueldade; Nem se cobrira o campo da vaidade Desses troféus, que paga o rendimento:

Mas se fugir não pude ao golpe ativo, Buscando por meu gosto tanto estrago, Por que te encontro, Amor, tão vingativo? Se um tal despojo a teus altares trago,

Siga a quem te despreza, o raio esquivo; Alente a quem te busca, o doce afago.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
XLI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove