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1729–1789

XIX

Cláudio Manuel da Costa

Corino, vai buscar aquela ovelha, Que grita lá no campo, e dormiu fora; Anda; acorda, pastor; que sai a Aurora: Como vem tão risonha, e tão vermelha!

Já perdi noutro tempo uma parelha Por teu respeito; queira Deus, que agora Não se me vá também estoutra embora; Pois não queres ouvir, quem te aconselha.

Que sono será este tão pesado! Nada responde, nada diz Corino: Ora em que mãos está meu pobre gado! Mas ai de mim! que cego desatino.

Como te hei de acusar de descuidado, Se toda a culpa tua é meu destino!

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XIX · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove