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1729–1789

XIII

Cláudio Manuel da Costa

Nise? Nise? onde estás? Aonde espera Achar te uma alma, que por ti suspira, Se quanto a vista se dilata, e gira, Tanto mais de encontrar te desespera!

Ah se ao menos teu nome ouvir pudera Entre esta aura suave, que respira! Nise, cuido, que diz; mas é mentira. Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.

Grutas, troncos, penhascos da espessura, Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde, Mostrai, mostrai me a sua formosura. Nem ao menos o eco me responde!

Ah como é certa a minha desventura! Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?

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XIII · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove