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1729–1789

XI

Cláudio Manuel da Costa

Formosa é Daliana; o seu cabelo, A testa, a sobrancelha é peregrina; Mas nada tem, que ver co’a bela Eulina, Que é todo o meu amor, o meu desvê-lo:

Parece escura a nove em paralelo Da sua branca face; onde a bonina As cores misturou na cor mais fina, Que faz sobressair seu rosto belo.

Tanto os seus lindos olhos enamoram, Que arrebatados, como em doce encanto, Os que a chegam a ver, todos a adoram. Se alguém disser, que a engrandeço tanto

Veia, para desculpa dos que choram Veja a Eulina; e então suspenda o pranto.

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XI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove