Assim como o Pastor, também o pobre,
O rude Pescador lá desde a praia,
Onde primeiro o Sol nas ondas raia,
Do seu voto a inocência não encobre.
Se ele cantando alegre se descobre
Talvez à sombra da copada faia,
Igual o nosso canto aqui se ensaia
Ao sussurro do mar, que a penha cobre.
Pode render ao Rei talvez Corino
Desde a rústica choça o branco leite,
O mel dourado, o pomo peregrino;
Mas espero eu também que ele me aceite
A rama de coral, que por tão fino
A coroa lhe esmalte, o cetro enfeite.