Ninfas, que sobre a espuma prateada
Do Mondego suavíssimo, cantando,
Brandas queixas ao Zéfiro estais dando,
Com que fica a campina magoada;
Esta pira que vedes levantada
À memória daquele Pastor brando,
De fúnebres ciprestes coroando,
Deixai eternamente venerada.
É de Fido, ó Deidades: bem notória
A troncos, plantas, mármores e flores
Tem sido neste campo a sua história.
Vós, que as iras gemeis, sentis rigores,
Fazei somente assuntos da memória
De Fido as tristes lágrimas, e amores.