Guarda, ó tronco, este fúnebre letreiro
Que em ti descreve Lísia: saiba a idade
Que todo o coração, toda a vontade
Dei a Sílvio em afeto verdadeiro.
Oh! nunca se te atreva o horror grosseiro
De raio algum! Mas com feliz vaidade
Ostenta sempre a fresca amenidade,
E em todo o tempo, ó tronco, vive inteiro.
Crescer em tuas ramas veja um dia
De Sílvio o nome: Sílvio se remonte
Dos Cantores na doce melodia.
Assim dizia Lísia: eis que uma fonte,
Que no seio do tronco se escondia,
De repente saltou, banhando o monte.