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1729–1789

ROMANCE II

Cláudio Manuel da Costa

Pastora do branco arminho, Não me sejas tão ingrata: Que quem veste de inocente, Não se emprega em matar almas.

Deixa o gado, que conduzes; Não o guies à montanha: Porque em poder de uma fera, Não pode haver segurança.

Mas ah! Que o teu privilégio, É louco, quem não repara: Pois suavizando o martírio, Obrigas mais, do que matas.

Eu fugirei; eu, pastora, Tomarei somente as armas; E hão de conspirar comigo Todo o campo, toda a praia.

Tenras ovelhas, Fugi de Antandra; Que é flor fingida, Que áspides cria, que venenos guarda.

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ROMANCE II · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove